domingo, 31 de julho de 2011

Biomas do Brasil


Biomas continentais brasileiros - Amazônia, Cerrado, Caatinga, Costeiros, Mata Atlântica, Pantanal e Campos Sulinos.

Sessenta por cento da bacia amazônica se encontra em território brasileiro, onde o Bioma Amazônia ocupa a totalidade de cinco unidades da federação (Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima), grande parte de Rondônia (98,8%), mais da metade de Mato Grosso (54%), além de parte de Maranhão (34%) e Tocantins (9%).
O Bioma Mata Atlântica ocupa inteiramente três estados - Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina - e 98% do Paraná, além de porções de outras 11 unidades da federação.
O Bioma Cerrado ocupa a totalidade do Distrito Federal, mais da metade dos estados de Goiás (97%), Maranhão (65%), Mato Grosso do Sul (61%), Minas Gerais (57%) e Tocantins (91%), além de porções de outros seis estados.
O Bioma Caatinga se estende pela totalidade do estado do Ceará (100%) e mais de metade da Bahia (54%), da Paraíba (92%), de Pernambuco (83%), do Piauí (63%) e do Rio Grande do Norte (95%), quase metade de Alagoas (48%) e Sergipe (49%), além de pequenas porções de Minas Gerais (2%) e do Maranhão (1%).
 O Bioma Pantanal está presente em dois estados: ocupa 25% do Mato Grosso do Sul e 7% do Mato Grosso.
O Bioma Pampa se restringe ao Rio Grande do Sul e ocupa 63% do território do estado.  
A costa brasileira abriga um mosaico de ecossistemas de alta relevância ambiental.
Ao longo do litoral brasileiro podem ser encontrados manguezais, restingas, dunas, praias, ilhas, costões rochosos, baías, brejos, falésias, estuários, recifes de corais e outros ambientes importantes do ponto de vista ecológico, todos apresentando diferentes espécies animais e vegetais e outros. Isso se deve, basicamente, às diferenças climáticas e geológicas da costa brasileira. Além do mais, é na zona costeira que se localizam as maiores presenças residuais de Mata Atlântica. Ali a vegetação possui uma biodiversidade superior no que diz respeito à variedade de espécies vegetais. Também os manguezais, de expressiva ocorrência na zona costeira, cumprem funções essenciais na reprodução biótica da vida marinha. Enfim, os espaços litorâneos possuem riquezas significativas de recursos naturais e ambientais, mas a intensidade de um processo de ocupação desordenado vem colocando em risco todos os ecossistemas presentes na costa litorânea do Brasil.

Fonte: IBAMA

Aroeira mansa - Schinus terebinthifolius


Foto: Ana Paula Santana




Foto: Ana Paula Santana


Foto: Ana Paula Santana

Por Ana Paula Santana
Bioma: Mata Atlântica
Nome popular: aroeira-mansa
Família: Anacardiaceae
Nome cientifico: Schinus terebinthifolius
Características: árvore de 5 a 10 metros de altura, com tronco revestido de casca grossa de 30-60 cm de diâmetro. Folhas compostas imparipinadas fortemente aromáticas, de 3-10 pares de folíolos de 10-15 cm de comprimento por 2-3 cm de largura. Os frutos são de cor vermelha brilhante quando maduras. A madeira é pesada, mole, resistente e de grande durabilidade.
Onde ocorre: de Pernambuco até Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, em várias formações vegetais.
Utilidade: A madeira é utilizada para mourões, esteios, lenha e carvão.
Paisagismo: a árvore é extremamente ornamental, principalmente durante o período que os frutos ficam na planta. Pelo porte pequeno é indicada para arborização de ruas estreitas e sob redes elétricas. Essa espécie pode causar alergias a pessoas sensíveis que entrem em contato direto com suas folhas.
Solo: comum em beira de rios, córregos e em várzeas úmidas, podendo crescer em terrenos pobres e secos.
Informações ambientais: árvore perenifólia, portanto, não perde as suas folhas, Cresce e se desenvolve sob a exposição da luz solar. É amplamente disseminada por pássaros, o que explica sua boa regeneração natural. Ocorre desde a restinga até as florestas pluvial e semidecídua de altitude.
Floração e frutificação: floresce principalmente entre os meses de setembro a janeiro. A sua frutificação ocorre no período de janeiro a julho.
Época para a colheita de sementes: geralmente de janeiro a julho.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando maduros. Podem-se utilizar os frutos como fossem sementes.
Produção de mudas: Colocar as sementes (frutos) para germinação logo que colhidas em canteiros a pleno sol com substrato argiloso. A emergência ocorre em 10-15 dias e a taxa de germinação é superior a 50%. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido.
Também é conhecida como: aroeira-vermelha, aroeira, aroeira-pimenteira, aroiera-da-praia e aroeira-do-brejo.

Embaúba-prateada - Cecropia hololeuca

Foto: Ana Paula Santana

Foto: Ana Paula Santana

Foto: Ana Paula Santana

Foto: Ana Paula Santana




Por Ana Paula Santana

Nome popular: embaúba-prateada
Bioma: Mata atlântica
Família: Cecropiaceae
Nome cientifico: Cecropia hololeuca
Características: árvore de 6 a 12 metros altura, com tronco de 20 a 30 cm de diâmetro. Folhas peltadas de 50 a 60 cm de diâmetro, de consistência rígida e espessa. A madeira é leve (densidade 0,43 g/cm3), macia , e de baixa resistência mecânica e pouca durabilidade.
Onde ocorre: Sul da Bahia, Espírito Santo, Rio de janeiro, Minas Gerais e São Paulo principalmente na floresta pluvial.
Utilidade: a madeira pode ser utilizada para confecção de objetos leves, como fósforos, caixotaria, lápis, brinquedos, tamancos e salto de caçados. Os seus frutos são muito apreciados pela fauna.
Paisagismo: a árvore é extremamente bela em virtude de sua folhagem prateada que sobressai no meio do verde. É amplamente utilizada no paisagismo onde encontra ampla aplicação.
Solo: úmido
Informações ambientais: árvore perenifólia, ou seja, não perde as suas folhas. Ocorre em ambientes expostos ao sol, sendo característica da floresta pluvial em altitudes superiores a 500 m. Sua disseminação é ampla ocorrendo em florestas primárias e secundárias.
Floração e frutificação: floresce em mais de uma época por ano, apesar disso, com maior intensidade em de outubro a janeiro. Seus frutos amadurecem em julho a novembro.
Também é conhecida como: embaúba-preta e embaúba-branca.

domingo, 21 de setembro de 2008

Goiabeira-Psidium guajava


Foto: Ana Paula Santana

Foto: Ana Paula Santana

Foto: Ana Paula Santana

Por Paula Santana
Nome popular: goiabeira
Bioma: Mata Atlântica
Família: Myrtaceae
Nome cientifico: Psidium guajava
Características: árvore de pequeno porte, de 3 a 6 metros de altura, com tronco tortuoso de 20 a 30 cm de diâmetro. Suas folhas são simples, de 8 a 12 cm de comprimento por 3 a 6 cm de largura. A madeira é moderadamente pesada com (densidade 0,80 g/cm3), dura, muito elástica, compacta, moderadamente durável.
Onde ocorre: do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul, na floresta pluvial atlântica. Ocorre também de maneira espontânea em quase todo o país.
Utilidade: a madeira é empregada para esteios, mourões, cabos de ferramenta, cangalhas, cangas, lenha e carvão. Seus frutos são comestíveis e muito saborosos, sendo consumidos tanto in natura como nas mais diversas formas industrializadas. A árvore é amplamente cultivada em pomares domésticos como em plantações comerciais.
Solo: úmido
Informações ambientais: planta semidecídua, ou seja, perde parcialmente sua folhagem em um certo período do ano. Prefere locais mais abertos e iluminados
como orlas de matas, e solos com boa umidade.
É encontrada preferencialmente em mata pluvial atlântica. Apresenta intensa regeneração espontânea em capoeiras, graças à ampla disseminação proporcionada pela avifauna. Ocorre quase em todas as formações abertas do sul do país.
Floração e frutificação: Floresce a partir do final de setembro junto com o aparecimento das novas folhas, prolongando-se até meados de novembro. Os frutos amadurecem nos meses de dezembro a março.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ipê Amarelo - Tabebuia sp.




Foto: Maurício Fagundes

Foto: Maurício Fagundes

Foto: Ana  Paula Santana

Foto: Ana Paula Santana

Foto: Ana Paula Santana


Por Ana Paula Santana
Bioma: Cerrado
Nome popular: ipê-amarelo,
Família: Bignoniaceae
Nome cientifico: Tabebuia sp.
Características: árvore de 6 a 14 metros de altura, com tronco tortuoso de 30 a 40 cm de diâmetro. Folhas compostas folioladas, com folíolos cobertos por pêlos, principalmente na face inferior que é mais clara. A madeira é muito pesada, muito dura ao corte, apresentando resistência mecânica e boa durabilidade.
Onde ocorre: Mato Grosso do sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, ocorrendo no cerrado e na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná.
Utilidade: A madeira é própria para usos externos, como postes, dormentes, cruzetas e para acabamentos internos de construção civil. É muito útil em plantios em áreas degradadas de preservação permanente.
Paisagismo: a árvore tem um florescimento exuberante, que estimula o seu emprego no paisagismo. Infelizmente a sua utilização na arborização urbana é escassa. 
Solo: característica do cerrado situado em terrenos bem drenados.
Informações ambientais: árvore decídua, ou seja, perde suas folhas em determina época do ano. Cresce e se reproduz sob total exposição ao sol em ambientes secos.  Apresenta dispersão uniforme e bastante freqüente. Ocorre nas formações secundárias, isto é, floresta que se forma espontaneamente após destruição da floresta natural.
Floração e frutificação: floresce a partir do final do mês de julho, prolongando-se até setembro com a árvore totalmente desprovida de folhas A maturação dos frutos ocorre a partir do final de setembro até meados de outubro.
Época para a colheita de sementes: produz anualmente grande quantidade de sementes por ano, geralmente em setembro e outubro.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura natural. Em seguida colocá-los ao sol para completarem a abertura e liberação das sementes.
Produção de mudas: as sementes devem ser colocadas para germinar logo que colhidas, em canteiros ou em recipientes individuais contendo substrato organo-arenoso. A emergência ocorre em 10 e 15 dias, a taxa de germinação geralmente é superior a 80%. O desenvolvimento das mudas é rápido, ficando pronta para o plantio no local definitivo em menos de 5 meses.
Também é conhecida como: ipê-cascudo, ipê-do-campo, ipê-pardo, piúva e ipê-do-cerrado.

Pitangueira



Foto: Ana Paula Santana


Foto: Ana Paula Santana

Foto: Ana Paula Santana



Por Paula Santana

Nome popular: Pitangueira
Bioma: Nativa da Mata Atlântica
Família: Myrtaceae
Nome cientifico: Eugenia uniflora
Características: árvore de 6 a 12 metros de altura, dotada de copa mais ou menos piramidal. Tronco tortuoso, de 30 a 50 cm de diâmetro, com casca descamante. Folhas simples, levemente dicolores e desprovidas de pêlos. Flores solitárias ou em grupos. A madeira é moderadamente pesada, dura, compacta, resistente e de longa duração.
Onde ocorre: de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, na floresta semidecídua do planalto e da bacia do rio Paraná.
Utilidade: a madeira é empregada para confecção de cabos de ferramentas e outros instrumentos agrícolas. É amplamente cultivada em pomares para produção de frutos, que são consumidos ao natural e na forma de suco. Pode ser usada nos reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação duradoura.
Paisagismo: a árvore é muito ornamental, podendo ser utilizada no paisagístico em geral.
Solo: muito freqüentes em solos úmidos de regiões acima de 700 m de altitude, é igualmente abundante em solos aluviais da faixa litorânea (restinga).
Informações ambientais: árvore semidecídua, ou seja, perdem parcialmente as suas folhas no período seco do ano, exige exposição total ao sol e prefere lugares próximos aos rios ou pouco drenados. Sua freqüência é maior nos planaltos do sul do país.
Floração e frutificação: Floresce durante os meses de agosto a novembro. Os frutos amadurecem de outubro a janeiro.
Época para a colheita de sementes: geralmente em janeiro, fevereiro e março.
Também é conhecida como: pitangueira, pitangueira-vermelha, pitanga-roxa, pitanga-branca, pitanga-rósea, pitanga-do-mato.

Quaresmeira - Tibouchina granulosa


Foto: Ana Paula Santana


Foto: Ana Paula Santana

Por Paula Santana
Nome popular: Quaresmeira
Bioma: Mata Atlântica
Família: Melastomaceae
Nome cientifico: Tibouchina granulosa
Características: árvore de porte médio podendo atingir até 12 metros de altura, com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro. Apresenta ramos quadrangulares e alados nas arestas. Suas folhas são rijas e cobertas de pêlos finos e curtos nas duas faces. A madeira é pesada, dura e de baixa durabilidade quando expostas as intempéries.
Onde ocorre: na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, principalmente na floresta pluvial da encosta atlântica.
Utilidade: a madeira pode ser empregada para uso interno, na confecção de objetos leves, brinquedos e caixotaria.
Paisagismo: a árvore é extraordinariamente ornamental, principalmente quando em flor. Pelo seu porte e grande beleza, não deve faltar em projetos de paisagismo. Também é ótima para arborização de ruas estreitas e sob redes elétricas
Solo: úmido.
Informações ambientais: espécie perenifólia ou semidecídua, ou seja, pode ou não perder parte de suas folhas em certa época do ano. Adapta-se a ambientes sob total exposição ao sol. Ocorre predominantemente nas formações secundárias.
Floração e frutificação: floresce duas vezes ao ano, entre julho e agosto e de dezembro a março, sendo nessa ultima época mais abundante. Os frutos amadurecem de julho até agosto e também de abril a maio.
Época para colheita de sementes: produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis, geralmente nos meses de abril a agosto.
Época para a colheita de sementes: de maio a agosto.
Também é conhecida como: flor-de-quaresma, quaresma-roxa e quaresma.