sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Hortelã - Mentha sp.



Foto: Enísia Teófila

Nome popular: Hortelã, Hortelã-rasteira
Nome científico: Mentha sp.
Família:Labiatae (Lamiaceae)
Origem: Europa.
Propriedades: espasmolítica (reduz contrações musculares involuntárias), antivomitiva (evita vômitos), carminativa (eliminador de gases intestinais), estomáquica (favorece a digestão), e anti-helmíntica (elimina vermes intestinais), por via oral, bem como anti-séptica (contenção de microrganismos) e anti-prurido (redução da coceira), por via local.
Características: Erva perene, de 30 a 40 cm de altura, com folhas que possuem aroma forte e característico. Tem grande importância medicinal e social, por sua alçao contra microparasitas intestinais, recentemente descoberta. Há muitas espécies de hortelã parecidas, dificultando a escolha da planta certa para fins medicinais, exigindo a obtenção das mudas em locais de confiança.

Desde a mais remota antiguidade, essa e outras plantas são utilizadas como condimento em massas e carnes, bem como para fins medicinais.
Parte usada: Folhas
Usos: A literatura etnofarmacológica registra como suas propriedades as ações: espamolítica, antivomitiva (evita vômitos), carminativa (eliminador de gases intestinais), estomáquica (favorece a digestão), e anti-helmíntica (elimina vermes intestinais), por via oral, bem como anti-séptica (contenção de microrganismos) e anti-prurido (redução da coceira), por via local.
Forma de uso / dosagem indicada: O tratamento contra ameba e giárdia pode ser feito com o pó das folhas em 3 doses diárias por 5 dias consecutivos.

O pó pode ser preparado a partir das folhas que são colhidas e postas a secar a sombra, em ambiente ventilado, ou na estufa do fogão ou no forno quente, porém apagado, até que fiquem bem secas e facilmente trituráveis. Crianças de cinco a treze anos devem tomar ¼ de colher (de café). Adolescentes e adultos podem tomar ½ colher (de café). O tratamento deve ser repetido após 10 dias, devendo-se observar durante e após ele, os cuidados de higiene pessoal e familiar.
Cultivo: No plantio inicial as plantas de desenvolvem bem em solos ricos em húmus e umidade. Pode ser multiplicada através de estaquia.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Plantas do Projeto da Escola Manjericão - Ocimum basilicum.


Foto: Ana Paula Santana

Foto: Ana Paula Santana

Nome popular: Alfavaca, Alfavacão, Manjericão

Nome científico: Ocimum basilicum L.
Família: Labiatae (Lamiaceae)
Origem: Ásia Tropical.
Propriedades: Digestivo, antiespasmódico gástrico (reduz contrações musculares involuntárias), galactógeno (produção de leite), béquico (acalmador da tosse) e anti-reumático.
Características: Subarbusto anual, com forte aroma, de 30 a 50 cm de altura. É muito cultivada em quase todo o Brasil em hortas domésticas para o uso como condimento culinário e medicinal, sendo inclusive comercializada na forma fresca em supermercados. Existem também cultivares de folhas arroxeadas.
Parte usada: Folhas
Seu chá é considerado estimulante digestivo, antiespasmódico gástrico (reduz contrações musculares involuntárias), galactógeno (produção de leite), béquico (acalmador da tosse) e anti-reumático.
Forma de uso / dosagem indicada: É recomendado para problemas digestivos em geral na forma de infusão, preparado adicionando-se água fervente a 1 xícara (de chá) de água fervente em 1 colher (de sobremesa) de folhas e inflorescências picadas, ministrando-se 1 xícara (de chá) do coado antes das principais refeições.
Recomenda-se este mesmo chá adoçado com 1 colher (de sobremesa) de mel para problemas das vias respiratórias (tosses noturnas, gripes, resfriados e bronquites). Em algumas regiões do país é usado para problemas da boca e da gargante na forma de bochechos e gargarejos com o seu chá em decocção, preparado fervendo-se ½ litro de água com 50 gramas de folhas secas ou 100 gramas de folhas frescas.

Fonte: www.cultivando.com.br

Plantas do Projeto da Escola - Novalgina (Achillea millefolium)


Plantas do projeto Compostagem, Reaproveitamento de alimentos e Horta da escola Evilázio de Góes Vieira. Responsáveis Enísia Teófila e Ana Paula Santana.

Foto: Ana Paula Santana


Nome popular: Mil-folhas, Novalgina, Milefólio, Atroveran
Nome científico: Achillea millefolium L.
Família: Compositae (Asteraceae)
Origem: Europa.
Propriedades: Diurética (faz urinar), antiinflamatória, anetiespasmódica (reduz contrações musculares involuntárias), e cicatrizante
Características: Planta herbácea perene, com rizomas, entouceirada, de 30 a 50 cm de altura. É amplamente cultivada em hortas domésticas em quase todo o Brasil. Existem variedades com flores de coloração variada para fins ornamenais. Seu nome científico vem do herói grego Aquiles que utilizou a planta para curar seu rei durante uma de suas batalhas.
Parte usada: Inflorescências (flores).
Usos: Além de ornamental é também utilizada na medicina tradicional, cuja origem remonta à idade média na Europa. É considerada diurética (faz urinar), antiinflamatória, anetiespasmódica (reduz contrações musculares involuntárias), e cicatrizante, sendo empregada internamente contra infecções das vias respiratórias superiores, indisposição, astenia, flatulência, dispepsia, diarréia, febres e como auxiliar no tratamento da gota. É usado externamente contra hemorróidas, contusões, doenças de pele, feridas e dores musculares.

Forma de uso / dosagem indicada: Como estimulante das funções digestivas é recomendado na forma de chá, preparado adicionando-se água fervente a 1 colher (de sobremesa) de suas flores picadas, na dose de 1 xícara (de chá), 2 vezes ao dia. 
Recomenda-se também em uso externo contra prostalite, hemorróidas e fissuras anais, na forma de banho de assento de seu chá frio em exposição mínima de 15 minutos. Contra dores reumáticas, cólicas menstruais e renais, recomenda-se o cataplasma de suas inflorescências em aplicação sobre a área afetada durante 15 minutos, 3 vezes ao dia.

Observação: O suco da planta fresca em contato com a pele pode desenvolver fotosensibilização (sensibilidade à luz).
Cultivo: Pode ser multiplicado por enraizamento de estacas ou por divisão de touceiras.

Fonte: www.cultivando.com.br

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Alecrim - Rosmarinus officinalis


Nome Científico: Rosmarinus officinalis
Nome Popular: Alecrim


Foto: Ana Paula Santana


Foto: Ana Paula Santana
Família: Labiatae
Características Morfológicas: Arbusto de galhos pequenos, fortes e sempre verdes, com folhas normalmente voltadas para o alto. Também possui flores de forma tubular, azuis, sustentadas por longos caules. Chega a medir 2 metros de altura quando adulto.
Origem: Várias regiões do Mediterrâneo.
Ocorrência Natural: Regiões de clima temperado e quente.
No aroma, o alecrim é quase inconfundível. Tem um delicado cheiro de cânfora, que quando seco perde boa parte do perfume. Como é uma planta disponível o ano inteiro, melhor é usá-lo fresco, sobretudo na culinária (leia-se na preparação de cordeiro, de um bouquet garni e também em pratos à base de arroz). 

Afora as aplicações gastronômicas, é considerado também um ótimo tônico para os nervos e anti-séptico. Chamado ainda de alecrim-de-jardim, alecrim-rosmarinho e libanotis, esta planta reproduz-se por sementes, divisão das touceiras e estacas. 

Prefere ambiente com bastante luminosidade (inclusive com boa exposição ao Sol). Vale dizer: suas qualidades aromáticas são mais acentuadas quando o solo é seco e bem drenado. 

A dica: assim que a sua floração intensa tem início, é hora de colhê-lo. Isso se dá a partir do segundo ou terceiro ano de vida. Mas para manter a planta perene, só se pode colher a metade dos ramos com folhas. Esta erva é usada desde a Antiguidade por farmacêuticos. Tanto que ela raramente faltava nos jardins de gregos e romanos, sendo usada não só em cosmética mas também como incenso para purificar o ar. 
Fonte: EPTV Globo - Terra da Gente

Rosa de Pau - Merremia tuberosa

Foto: Josiane Giacomini
Foto: Site: EPTV Globo - Terra da Gente

Nome Científico: Merremia tuberosa
Nome Popular: Rosa de pau
Família: Angiospermae - Convolvulaceae
Características Morfológicas: Trepadeira perene que apresenta raízes tuberosas. Sua ramagem é longa e densa, capaz de revestir áreas extensas. Já as flores, amarelas, apresentam corola expandida em forma de funil. O fruto tem cor de madeira.
Origem: Américas, África e Ásia.
Ocorrência Natural: Regiões tropicais.
Essa trepadeira, em flor, é amarela. Mas os seus nomes populares - flor-de-pau e rosa-de-pau fazem referência aos seus frutos que, quando secos, são cápsulas esféricas rijas, envolvidas pelas sépalas que se tornaram de consistência lenhosa. Em resumo: têm cor e aspecto de madeira. Sua ramagem é bastante vigorosa. Por vezes pode engolir a planta que lhe dá suporte, tornando-se quase uma invasora. Em função disso, é preciso prestar atenção ao seu rumo. É mais apropriada a revestimentos de cercas, pérgolas, caramanchões e muros. Seus frutos, secos, por vezes são utilizados em arranjos florais. Multiplica-se por semeadura. 
Fonte: EPTV Globo - Terra da Gente

Movimentos Násticos – Planta dormideira

Certos tipos de nastismos estão relacionados a alterações relativamente rápidas no turgor de determinadas células. É o caso, por exemplo, das folhas de Mimosa pudica, popularmente conhecida como sensitiva, ou dormideira. Os folíolos dessa planta dobram-se rapidamente quando estimulados por um toque. O dobramento dos folíolos resulta de alterações no turgor das células do pulvino, uma estrutura localizada na base dos folíolos. Quando estimuladas mecanicamente por um toque, as células liberam íons de potássio, o que acarreta diminuição da pressão osmótica, com conseqüente perda de água para as células vizinhas. A reação de dobramento das folhas da dormideira propaga-se rapidamente da região estimulada para as folhas vizinhas, fazendo com que elas também se dobrem.

Dormideira:  Foto: Biologia Soberana

Fonte: Livro: Biologia dos organismos - Volume 2
José Mariano Amabis
Gilberto Rodrigues Martho
Editora Moderna - São Paulo 2010